segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Decisão




Enfim é chegada a hora;
De me agasalhar em teu peito e em seu coração estabelecer minha morada;
De fazer do sal de suas lágrimas, que me corrói a alma, um mar sereno e calmo;
De me perder no teu sorriso tão espontâneo e brincar com nossos sentimentos, revirados, atordoados, inimagináveis, corajosos!
Quero fundir nossa essência em uma só, imorredoura, incontrolável, incansável, delicada!
Porque já é tempo de nossos braços se alinharem em um abraço perdido nas curvas e nas delícias de um bem querer!
Pois na dança da vida, dançaremos juntos desde o entardecer até o amanhecer e, depois exaustos, exauridos em nossas forças, nos restabelecer na prontidão de nosso amor que se mantém sempre aceso, devastando olhares e acasos, possuídos numa única chama que arde, estala, arrepia, queima sem dó e nunca perde o brilho, só se alimenta cada vez mais!
Quero molhar nossos corpos com a chuva torrencial que nos envolve e desmancha nossas últimas resistências, desbotadas, alquebradas, arquejadas, marejadas... fonte de loucuras insaciáveis!
Dê-me sua mão e venha confiante comigo, já pensei em tudo... Não há mais o que resistir!
Convido-te a visitar meu mundo e fazer nele sua estada, pois já vivo no seu e não posso ser somente habitante... Também necessito ser habitado, visitado, açoitado pelo prazer de teu convívio; 
Encontrado por ter me perdido em suas terras férteis, em meio a labirintos de desejos onde o seu coração me indica o caminho do retorno ao meu próprio e, aí poderão juntos pulsarem enlouquecidamente felizes!
Quero as palmas de nossas mãos juntas e nossos dedos entrelaçados, firmes, fortes, apertados, inseparáveis!
É chegado o momento de ancorar no seu porto seguro, caís de minhas ilusões outrora embotadas de dissabores e ficar quieto, tranqüilo sentindo o seu cheiro que me inebria e me consagra! 
Quero ser o seu tudo e também o seu nada, o seu lado contrário e ousado, abusado, escachado, marginalizado, penalizado, transfigurado!
Vem, que te ofereço o vinho mais puro, a pedra mais preciosa, o manancial de todas as provocantes decisões tomadas e embasadas!
É tempo de nos consumirmos em nós mesmos e nos encontrar quem sabe... noutro prazer jamais mencionado!

Bruno Garcia

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Retrato




Reconheço minhas fraquezas, meus erros, minha sensibilidade exagerada;
Sei que pago um preço muito alto pela minha sinceridade que as vezes atordoa.
Tenho meus medos, defeitos... Sou uma página que ainda não foi lida completamente!
Já fiz pessoas chorarem, magoei, julguei e fui além do que minha imaginação permitia. 
Mas eu sou feito de sentimentos e eles traduzem tudo o que sinto. 
Habito este corpo e dele me deleito e me abandono aos olhos de quem procura não somente o toque e sim o sopro do que o constitui realmente! 
Tenho meus porões sombrios e nem eu mesmo me atrevo a descer até eles... É preferível subir os degraus daquilo que me valoriza e passa despercebido aos alheios.
De tanto ser sentimento, me deparei com o vazio, mas nele eu desenho e crio meus planos, minhas forças se renovam e o colorido preenche o branco vácuo que o sustenta! 
E em meio à solidão que invade meu peito e na qual eu me sinto perdido, levanto a cabeça e caminho por aqueles que não podem caminhar, olho para o céu azul por quem não pode enxergar, escuto as risadas ou soluços de tristeza de quem não pode ouvir, eu alcanço com minhas mãos as flores que outros não podem colher, eu posso tocar o coração daqueles que não sabem ou não querem amar! 
Perguntas acaso se me amo? Sim, eu amo o meu jeito de ser, um jeito doce, um jeito de me entregar sem dúvidas àquilo que me move, mas que nem sempre posso ter... São os passos que é preciso dar, assim quando crianças começamos a aprender a andar! 
A trilha é longa e eu às vezes me desespero no meio do caminho... Mas mesmo sabendo que sou único neste mundo, sei também que existem outras pessoas com os mesmos desejos, sentimentos e qualidades; Porque meu amigo, não é fácil transpor montanhas... Mas eu prefiro tentar a deixar o meu castelo de areia à beira-mar!

Bruno Garcia

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sobre o outro lado do meu espelho




Algumas vezes tenho a sensação de vazio interior, lacunas que não foram preenchidas, espaços em branco que não poderão mais ser ocupados! Mas sempre ouço que nunca é tarde para re(começar) algo: Estudo, trabalho, vida pessoal, enfim, tudo é possível de se cultivar independente do tempo!
Sim, acredito nisto... mas mesmo não existindo um tempo determinado para fazer acontecer qualquer coisa que se deseja e que por algum motivo não aconteceu, parece que a ordem dos acontecimentos fica "alterada", como que "fora dos eixos"!
Tive um período muito difícil em minha juventude, foram anos e anos "perdidos"; Para exemplificar um pouco o que digo: Entrei para a faculdade com quase 30 (meus colegas me chamavam de "tio"... rs), só fui namorar de verdade, pela primeira vez, com 36; Os poucos amigos que fiz também foi por esse período, a primeira vez que fui em um ambiente GLS tinha de 28 para 29 e fiquei fascinado com aquele mundo que só ouvia falar! 
Considero-me um homem maduro sim, mas de certa forma adolescente ainda!
É engraçado, pois observo os jovens de hoje começarem tudo muito cedo... mas... depende da forma com que se analisa certos pormenores; Mas que existe uma precocidade...existe sim! A evolução do ser humano acontece de forma lenta, mas as inúmeras tecnologias permitem que ela aconteça de maneira mais rápida!
Meu sobrinho de 04 anos acessa joguinhos na internet, vídeos... Já eu fui apresentado ao mundo virtual com 33 anos!
Não sei se tudo chegou tarde ou se fiquei parado no tempo e não ocupei meu lugar na "hora certa"!
O importante é que estou aqui e sei que ainda muitas coisas novas vão acontecer comigo! Tudo tem seu tempo para acontecer e é preciso estar preparado para encarar os fatos para que eles se realizem! 
Mas eu me sinto um "menino" ainda em relação a muitas coisas que para os jovens já são corriqueiras e até entediantes, só quem me conhece pessoalmente sabe desta minha "pureza"...rsrs!
Mas este misto cronológico me incomoda um pouco sim... confesso! E às vezes me pergunto: Será que sou deste mundo mesmo? Bom, vou parando por aqui, não sei muito bem falar de mim e posso estar escrevendo uma grande besteira... ou não! 
Meu beijo para todos e uma ótima semana!

Bruno Garcia

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Quando a Burocracia é maior que a Solidariedade




Confesso que o dia 30/08/2013 foi sem dúvida alguma decepcionante para mim!
Explicando melhor a situação que envolvem os fatos ocorridos nesta data: Já tem um certo tempo que penso em me envolver em algum tipo de projeto beneficente: Uma visita a um lar de idosos, orfanato, hospital, enfim, algo que possa auxiliar o meu próximo. 
Algo que idealizei e que viria a ser muito bom seria doar sangue, afinal são tantos os necessitados e apelos vistos na televisão e outros veículos de comunicação: DOE SANGUE - SALVE VIDAS! 
De forma anônima poderia tornar este ato muito proveitoso para mim e para outro. 
Pois bem, então liguei ao Hemocentro aqui em Uberaba para saber quais os preparativos para tal procedimento; Fui bem atendido, agendei minha doação e fiquei sabendo até que seria "privilegiado" por estar marcando com antecedência, no sentido de um melhor atendimento, como se eu chegando lá, assim de repente, sem avisar, seria tratado de forma diferente...(?) Não sei... Enfim, aguardei ansioso! 
Chegando lá atualizei meus dados, pois já havia doado sangue a uma década atrás pela primeira vez (mas já destinado a tal pessoa que precisava de tantos doadores para fazer uma cirurgia fora do plano particular) e me lembro muito bem dos tais questionários que temos que responder e que tanto nos embaraçam com suas inúmeras perguntas, devastando nossa vida íntima, social e tudo o mais, mas faz parte do procedimento e sem mais delongas fiquei esperando ser chamado! 
Quando entrei para a entrevista, uma mulher toda sorridente e "boazinha" me pediu para sentar e tirou o formulário para começar as perguntas, mas antes mesmo do início, ela me lembrou que a 08 anos atrás quando eu tinha me apresentado para ser voluntário e iria doar pela segunda vez , fui qualificado como inapto para tal ato, pois na época havia declarado ter tido relacionamentos sexuais com 04 parceiros no período de 01 ano e portanto, conduta de "alto risco" (mesmo fazendo uso de preservativos) e por isso havia sido dispensado! 
Pela bela acolhida já me senti muito p...da vida e fiquei imaginando quem tem relacionamentos com pessoas diferentes diariamente, semanalmente, mensalmente, enfim...acredito que não importa o tanto de parceiros(as) e sim os devidos cuidados que se deve ter, pois afinal de contas o meu sangue será analisado pelo laboratório do mesmo instituto e aí sim, se houver alguma alteração, serei chamado para novos exames e esclarecimentos! Mas ela levou em conta o número de parceiros que eu havia tido naquele período... 
Continuando, me fez tantas perguntas que já estava ficando "tonto", me senti como se estivesse na frente de um padre desfiando o rosário dos meus pecados para saber se seria ou não perdoado! 
Respondi a todas francamente, não preciso mentir, pois como já disse de qualquer maneira o meu sangue seguiria para averiguações posteriores; Depois de me "virar pelo avesso" com tantas perguntas técnicas (mas algumas eu senti como pessoais mesmo, pois querer saber o motivo pelo qual eu durmo tarde já é demais), apresentei a atendente os meus últimos exames feitos a pouco mais de 02 meses, nos quais constam negativos para as principais doenças infecciosas a que todos nós corremos o risco de contrair ao longo da vida! Ela não olhou os exames, mas mesmo assim me perguntou: Você já teve Hepatite? Guardando o laudo ainda, olhei para ela e disse um seco: NÃO! 
Quando disse a ela que estava em tratamento odontológico ela arregalou os olhos e me disse na hora que não seria possível eu ser doador enquanto não tivesse terminado o tratamento e, com 15 dias contados a partir da última consulta ao dentista! Já estava totalmente impaciente, mas de certa forma entendi a recusa, mesmo depois de explicar para ela que não tinha realizado nenhuma cirurgia/procedimento mais rígido em meus dentes, como implante, etc..etc..etc... 
Agora a gota d'água (pelo menos para mim) foi a pergunta que ela me fez, se eu fazia uso de algum medicamento de uso contínuo e respondi que sim: O famoso Rivotril; Neste minuto a mulher já foi fechando a pasta na qual estava marcando e anotando minhas respostas e começou a me indagar o por que eu tomava este remédio, quem me havia prescrito ele, a quanto tempo eu tomava, como conseguia receitas se já não estava sendo acompanhado por um "especialista" (cabe ressaltar que sou muito ansioso e já tive períodos de depressão e o psiquiatra que me atendeu, me prescreveu o Rivotril e, mesmo quando encerrei minhas sessões recomendou que continuasse a fazer uso do mesmo, solicitando a receita para ele). Mais uma vez expliquei que apesar do medicamento ser tarja preta e mesmo não estando mais realizando sessões de terapia, eu sempre vou ao médico, tanto para consultas pessoais quanto para acompanhar minha mãe que regularmente precisa de acompanhamento médico por ter problemas cardíacos e sempre o médico faz a receita para mim quando a acompanho! Foi um "Deus nos acuda" naquela pequena sala...o olhar de reprovação da mulher me fulminou e aí sim esqueci até o "desconto" por estar em tratamento odontológico final e me peguei no ponto do uso do rivotril, pois se fosse algo tão perigoso, médico nenhum receitaria e em todos que eu me consulto (urologista, proctologista, clínicos gerais) nunca me questionaram o por que eu estar pedindo receita! 
Quase todo mundo que eu conheço faz uso deste medicamento, tanto que até pesquisei rapidamente e transcrevo aqui um texto simples do grande causador, o ponto final para que eu fosse considerado ainda mais inapto para ser doador de sangue segundo a atenciosa atendente, que inclusive sugeriu que eu retomasse minhas terapias e aí sim quando tudo estivesse regulamentado e sacramentado, (talvez até com um atestado médico dizendo porque eu tomo o remédio), eu poderia retornar ao Hemocentro! 
" O rivotril é o clonazepam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos. Sua alta potência, longo tempo de circulação como forma ativa e peculiaridades farmacodinâmicas o tornam um dos melhores tranquilizantes disponíveis no mercado. Além disso, é uma medicação antiga o que permite seu conhecimento profundo uma vez que é usada por milhares de pessoas em todo o mundo, há muitos anos, sem nunca ter acontecido nenhum relato de efeitos perigosos. Como é antigo é também barato e fácil de ser encontrado, o que de forma alguma deve ser interpretado como sendo uma medicação de segunda categoria. A segurança dessa medicação é atestada pelo uso que é feito em crianças há muitos anos, sem nenhum problema decorrente do longo tempo de uso. A indústria que fabrica essa medicação elegeu este produto como antiepilético. De fato é assim, como todos os tranquilizantes benzodiazepínicos, mas o efeito antiepilético não é sua principal função. Seu efeito tranquilizante, sim, deve ser considerado sua principal qualidade. O Rivotril é eficaz para o controle da Fobia Social, do Distúrbio do Pânico, das formas de ansiedade genaralizadas e para ajudar a controlar os sintomas de ansiedade normais decorrentes de situações extremas da vida de qualquer um. Sua alta potência garante quase sempre um bom resultado e sua prolongada eliminação do organismo diminuem bastante o risco de dependência química." Fonte : http://www.psicosite.com.br/far/ans/rivotril.htm
Depois disso tudo fui dispensado secamente e me questionei se não é melhor "omitir" certos dados para se poder doar um pouco para os outros! Afinal de contas é uma burocracia tão grande para um gesto tão simples e humano para com o próximo; E aí entra a contradição: Pedem solidariedade, fazem aquele auê todo porque os estoques de sangue estão acabando e não aparecem doadores e quando vamos na maior boa vontade dispostos a doar, somos impedidos pelo próprio órgão...talvez porque não somos puros, imunes....ou mesmo, somos sinceros, vemos nossa intimidade ser devastada e mesmo assim devemos nos colocar na posição de réus aguardando a sentença! Sem mais.... 

Bruno Garcia 


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Aprendizado




E vou vivendo por aí...
Me esbarrando nos dias;
Tropeçando nos meses; 
Caindo nos anos...
Me levantando para a vida!

Bruno Garcia

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Rotina




Mais um dia (re)começa! 
Os nossos deveres e obrigações mais uma vez sendo colocados à prova de nossa resistência... paciência;
Quando saio de casa e me encontro no meio da rua, as pessoas passam por mim, algumas me olhando nos olhos, outras desviando os olhares indiferentes, evitando o contato direto comigo!
E nessa caminhada sei de cor quem vou encontrar, mas cortando por outra rua posso notar pessoas que ainda não vi, mas que podem se tornar constantes se persistir por este novo trajeto; Quem sabe tentando encontrar outros rostos, expressões e até mesmo outras árvores, jardins, flores!
Mas tudo se repete e o tempo vai passando: horas, dias, meses, anos...
A nossa rotina pode se tornar irritante, divertida, alegre, triste... depende das circunstâncias, mas estas, também podem ser mudadas ou até mesmo suavizadas, pelo modo como pensamos e agimos!
No meio desta faina necessária também posso ser indiferente, querendo ou não....pois eu passo pela rua, pelo meu dia, carregando meus problemas e me esquecendo que quem está ao meu lado também tem as suas angústias... ou posso evitar determinada pessoa por saber que mais uma carga que conheço possa acrescentar a minha mais peso ainda! 
Lembro-me então da palavra solidariedade... Se eu desligar um pouco de mim mesmo e me ligar a outro eu posso aliviar, ouvir um desabafo, dar atenção nem que seja por alguns minutos e volto para minha realidade menos abafada, pois ajudar alguém sempre nos traz benefícios, sensação de bem-estar, satisfação!
Não se pode permanecer parado e mesmo em casos que isto acontece a aflição é maior ainda, pois é tempo perdido, que não volta mais!
Momentos de lazer, tais como: Viajar, ler, escutar uma música, escrever um texto nos relaxam sem dúvida alguma, mas em um determinado momento temos que retomar de onde paramos para começar tudo outra vez... não tem como fugir disso, é necessário! 
Alguns dias atrás ao voltar para minha casa recebi um boa-noite inesperado, de alguém que nunca tinha visto e me senti muito bem; Confesso que estava aborrecido e este cumprimento tão espontâneo mudou minha vibração energética!
Temos dias difíceis, mas também outros mais amenos, tudo vai se acomodando nesta roda- viva que nunca nos deixa!
Acredito que introduzir uma “nova rotina” à nossa rotina, através de pequenos atos mesmo, pode fazer uma grande diferença e com isso ganhamos novo ânimo!
Afinal, viver é uma arte e o dia-a-dia uma obra prima.

Bruno Garcia

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sons da Alma




Quem me conhece pessoalmente ou também virtualmente sabe que sou uma pessoa extremamente romântica e que valoriza muito os sentimentos em suas variadas formas! 
Por isto mesmo entro em um ponto muito importante e que contribui efetivamente para este meu lado poético de ser: A música. 
Música para mim é inspiração, é uma forma de se "ouvir o sentimento", dar asas à imaginação, viajar no tempo... assim como também um bom livro pode nos remeter a épocas remotas no momento presente, trazendo conhecimentos históricos, artísticos e culturais da humanidade! 
Esta riqueza de conhecimentos trazida através dos sons é para os poetas uma melodia que nunca tem fim, pois quanto mais se “bebe” sua presença, mais se embriaga em suas raízes e desperta os mais calorosos instintos que trazemos em nossa essência! 
Não desejo criticar ou me estender longamente sobre os vários estilos musicais que absorvem a grande massa atualmente; Tenho algumas predileções não posso negar... Amo a Música Popular Brasileira, seus grandes compositores e intérpretes, tanto da "velha guarda" como alguns atuais! 
Quando me refiro à "velha guarda" quero dizer das composições de Caetano, Chico Buarque, Sílvio Cesar, entre tantos outros que fizeram uma época de ouro e que hoje são considerados por muitos, inclusive por mim, como clássicos! 
E por falar em clássicos, também gostaria de deixar minha sincera consideração sobre a música clássica; Não sou estudioso do assunto mas aprecio muito grandes compositores que deixaram estes límpidos sons que encantam a qualquer pessoa, mesmo quem diz não se sensibilizar ou nem mesmo conhecer algumas obras destes grandes mestres, tais como : Fréderic Chopin, Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven, Johann Strauss II, Pyotr Ilyich Tchaikovsky! 
Sempre quando ouço alguma música clássica me acalmo de uma forma que não consigo encontrar explicação. É uma paz tão grande que me invade e aí sim a inspiração brota como que por encanto. É uma magia, por ser única em sua instrumentação, diferenciada... é alimento para a alma que suga todas as suas formas e atributos próprios se renovando em energias e disposições que somente quem sente saberia explicar por que toca tão profundamente o apreciador! 
Entre estes grandes compositores gostaria de destacar um que me chama a atenção justamente por suas inúmeras qualidades musicais e que se consagrou de forma definitiva e crescente, no tocante à suas obras: Johann Sebastian Bach! 
É considerado o maior compositor de todos os tempos e uma de suas composições que acredito ser muito conhecida até por quem não é estudioso ou apreciador de música clássica é Aria Sulla IV Corda; Esta música encontra em meu interior tão íntimas vibrações de amor, desprendimento e árduo pulsar do coração, que me emociono toda vez que a escuto. Quem nunca se emocionou ao ouvir o que guarda dentro de si mesmo? Sentimentos...


Bruno Garcia

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Permissão




Se um dia eu pudesse fazer com que seus olhos ganhassem um brilho mais intenso, os meus brilhariam muito mais.
Se eu pudesse fazer o seu coração bater mais forte, o meu se acalmaria dentro do peito, pois traria você para dentro dele fazer sua morada.
Se eu pudesse mandar o vento e a chuva para molhar os teus sentimentos e o sol para aquecer e fazer brotar algum novo sentido eu o faria, pois não mediria esforços para te fazer sentir minha presença.
Se eu pudesse te falar de amor, de sentimentos, de tudo que se revolve em meu interior eu iria me esvair, mas também me renovar.
Se eu pudesse ganhar seu coração, o meu iria encontrar tamanha felicidade que já não caberia dentro de mim; E dessa explosão não sei quais estrelas receberiam tantas luzes...
Eu quero licença para entrar em teu pensamento;
Eu quero teu peito para recostar minha face;
Eu quero teu sorriso pra fazer nascer o meu;
Eu quero no silêncio de um minuto, poder te dizer milhões de coisas somente com meu olhar;
Eu quero a tua felicidade, porque saber que você existe já faz o meu dia-a-dia se tornar mais especial!

Bruno Garcia

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Entrega




Entrego pra você o carinho que existe dentro de mim, ele irá te acompanhar por onde passar e será como uma brisa suave a brincar em sua face;
Entrego em tuas mãos um coração, que de tão machucado se escondeu dentro do peito, mas agora bate mais forte quando sente a sua presença;
Entrego-te os meus sonhos, pois eles se tornarão realidade quando em silêncio eu puder olhar nos teus olhos e neles ver refletida a imagem de um sentimento chamado amor;
Entrego-te minha alma, para que juntos possamos formar uma única essência, feita de vida plena e realizações, onde nada poderá nos separar ou nos salvar de nós mesmos, perdidos em nossos momentos tão doces;
E que possa repousar em teus lábios o gosto do beijo que serenamente venho lhe dar!

Bruno Garcia



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vida Real





Que estranha realidade vem chegando de mansinho, invadindo minha fantasia e tirando-me a noção do desprendimento emocional. 
Que realidade é esta que invade os meus sonhos mais perfeitos e me acorda para a vida, deixando para trás todos os momentos conquistados embora não aproveitados em sua plenitude? 
Que desassossego impertinente que toma todo o espaço da minha calmaria, fazendo o meu céu azul sem nuvens, se tornar cinzento e trovejante. 
Que estado de agonia é este que luta para se instalar em meu peito onde meu coração bate tão forte que chega a me deixar sem forças e trêmulo, perdendo os sentidos? 
Quando a vida "real" bate às portas da minha consciência, tudo isso se dissolve... se torna um "abstrato- concreto", quando apalpo as paredes à minha volta, o meu corpo dolorido, meus cabelos em desalinho e embranquecidos pelo tempo! 
Quando essa vida, assim por mim vivida se estabelece de prontidão, me arremessa contra os meus desejos e me atira em um espaço de vazio absoluto em que é preciso procurar, tateando meus pesares, assumindo minhas culpas, declarando meus desabafos cortados pelos soluços que brotam de meu íntimo. 
É impossível viver na ilusão durante uma vida inteira, ainda que em curso, esperando, calculando matematicamente a hora em que este fantasma da solidão pudesse evaporar por completo dando lugar a uma realidade menos sofrida, para quem somente busca pelo que de mais sagrado existe neste universo sem fim: O amor! 
Não que fizesse do amor um ato impensado de loucura ou estupidez por me entregar tão sem reservas a ele....não...foi por me doar a quem de fato não o conhecia verdadeiramente e em sorrisos zombeteiros fechou a porta e se foi, deixando uma marca de desprezo, que me feriu como ferro em brasa e me colocou entre os mais dissabores e amargos efeitos! 
Foi por amar demais que hoje me vejo recolhido em meus véus de aparente adolescência envelhecida e mesmo assim, emudecido diante dos ruidosos barulhos cotidianos em que poderia gritar minha raiva contida, mas somente consigo murmurar num breve espaço de tempo os meus "ais" tão abafados! 
Às vezes sinto tanto amor dentro de mim que me parece explodir em inúmeros dardos reluzentes, ansiosos para alcançar um coração desprevenido ou também prevenido! Mas são tanto amor e carinho sendo desperdiçados que não posso conter meu transbordar, mesmo não indo de encontro à fonte em que também possa saciar minha intensa sede! 
Talvez eu seja inocente, culpado ou uma vítima de mim mesmo por acreditar nas ilusões que me rodearam durante tantos anos de hibernação, mas era preciso dar o passo para seguir o caminho; Mas o caminho foi cortado e por instantes já não sabia mais como trilhar, como refazer esse percurso! 
Com certeza foi preciso me levantar, deixar ainda uma ponta de fantasia entreaberta para que meus pés tocassem o chão frio não se enraizando, mas me dando cada vez mais passos largos e seguros! 
E quando a realidade da vida descortinar o amor de uma forma tão banal e descartável como nos dias atuais, me sacudir e esbravejar, que eu possa acenar com gestos significativos de quem não deprecia, mas antes de tudo possa tentar conter minha dor, me ajoelhar, abençoar minhas lágrimas e abraçar minha confiança de que existe sim o amor, não feito de temerárias fantasias, mas de cortes que se cicatrizam e dando firmeza à carne machucada se estabeleça em brilho novo para a alma! 

Bruno Garcia